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'Navio Fantasma' de Richard Wagner, antissemita que mudou a arte, atraca em SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Metade Deus, metade Diabo, Richard Wagner encarnou um demiurgo para vislumbrar o mundo moderno. Nas óperas, os cantores se transformam em anjos da história. Eles anunciam o amor e a morte, conjugam a paixão e o desespero e se voltam à eternidade da tragédia. O gênio do compositor alemão é onipresente, intemporal.

Nas artes plásticas, está nas pinturas de Gustave Moreau, que se inspirava no cromatismo de sua harmonia. Na literatura, está nos ensaios de Charles Baudelaire, que o tinha como um ideal artístico. Na política, vive no antissemitismo, latente na guerra entre Israel e Hamas, ou no nacionalismo do Grupo Wagner, organização paramilitar pró-Rússia batizado em referência a ele.

Mas tudo parte da música. E só enfrentando esse monumento se recolhe os vestígios da quimera que a compôs. Ápice da temporada lírica deste ano, a ópera "O Navio Fantasma", primeira montagem do compositor no Municipal em dez anos, é o pecado original da obra wagneriana, um ponto de não retorno para a história da arte ocidental.

"Bora curtir", diz o maestro Roberto Minczuk, deixando a sua sala e se dirigindo ao pódio, minutos antes do ensaio geral. Minczuk sabe que Wagner não distinguia música e gozo. Desde o século 19, as massas se embriagam em melodias como a da "Abertura", de "O Navio Fantasma". Batuta em punho, o maestro indica a entrada dos metais.

O naipe inicia um dos momentos mais conhecidos da obra. Naqueles 11 minutos, Wagner costura todos os temas que serão desenvolvidos nas duas horas seguintes. É o resumo da ópera, em que o compositor prepara a plateia para o drama que se segue.

"O desafio é manter a intensidade musical, da primeira até a última nota, porque não há descanso em uma ópera de Wagner", afirma o maestro.

"O Navio Fantasma", que estreou em 1843 em Dresden, na Alemanha, rememora uma lenda do século 17, nos tempos das Grandes Navegações. O "Holandês Voador", como a ópera também é conhecida, era um navio sem capitão condenado a errar pelos mares, sem atracar em nenhum porto.

No libreto, o Holandês, interpretado por Hernán Iturralde e Rodrigo Esteves, jura dobrar o Cabo da Boa Esperança mesmo diante de uma tempestade.

Sabendo da blasfêmia, o Diabo condena o navegador a singrar pelos mares, atracando numa aldeia norueguesa, de sete em sete anos. Numa das paradas, ele encontra Daland, personagem de Luiz-Ottavio Faria, que promete ao Holandês a mão de sua filha, Senta, papel de Carla Filipcic e Eiko Senda. Mas o caçador Erik --Kristian Benedikt e Ewandro Stenzowski--, também quer se casar com a jovem.

Em dado momento, o Holandês flagra Senta e Daland juntos e acredita ter se rompido o pacto de fidelidade que fizera com a sua noiva. Então, o marinheiro volta ao mar e se perde na noite. Avistando ao longe o amado, Senta se mata, para unir sua alma à dele.

"É um conto de terror", diz o argentino Pablo Maritano, o diretor da montagem. "Preparamos uma história gráfica, aproveitando as representações que os quadrinistas fazem do mar."

Para ambientar a tragédia, Maritano incorpora a estética da indústria de massa. A natureza, que compõe a paisagem do balneário, se faz abstrata em projeções em tules, dividindo o palco em planos. São formas geométricas em branco, cinza e preto que indefinem a subjetividade dos personagens.

O mar é exceção. Suas ondas não cessam de bater na rebentação. "Wagner vê o mar como o orgulho", diz Maritano. Como nas tragédias gregas, o sentimento estrutura o libreto. Primeiro, na blasfêmia do Holandês e, depois, no suicídio de Senta.

Além das HQs, emuladas no tracejado das projeções, a linguagem do cinema aparece em filmagens em tempo real. Os cantores interagem com câmeras que sobem e descem das varas cênicas.

Wagner compôs "O Navio Fantasma" quando tinha 26 anos e vivia triste, após ser rejeitado em teatros líricos e acumular dívidas. Durante uma viagem de navio com a mulher, teve a ideia de escrever a ópera que iniciaria sua chamada fase de transição, como define o crítico Lauro Machado Coelho no livro "A Ópera Alemã".

Nessa obra, Wagner prenuncia o uso do "leitmotiv", temas musicais associados à ação de cada personagem, que reaparecem no desenrolar da trama. Do mesmo modo, se antecipa o tema da redenção pelo amor, determinante para "Tristão e Isolda", de 1865. Sobretudo, Wagner introduz a noção de melodia infinita --a orquestra se torna a força motriz do que ele chamaria de drama lírico.

"O Navio Fantasma" é uma ópera de números, e neles o compositor opera suas transgressões. No Coro das Fiandeiras, no segundo ato, palavra e música formam um todo indivisível. O libreto reside na melodia e reafirma o novo papel a ser desempenhado pela orquestra.

Na "Balada de Senta", Wagner retoma o tema dos marinheiros, o que lembra a ambição totalizante da ópera e potencializa o instante musical.

"O Navio Fantasma" é um tour de force em relação a "Rienzi", de 1842, e um prenúncio dos quatro épicos do "Ciclo do Anel". Para a música, Wagner estabeleceu um novo padrão composicional, inaugurando, depois de sua morte, o wagnerismo. Mangold, Born e Weingartner, vultos agora desconhecidos, imitavam a arte do autor de "Parsifal".

A pintura simbolista se influenciou pelo cromatismo das composições de Wagner. As linhas melódicas estabelecem um fluxo contínuo, em que os temas retornam com novas cores. Do mesmo modo, o pincel de Moreau, autor de "A Esfinge Vencedora" e "Vozes da Noite", emendava uma cor à outra, encadeando os símbolos dispostos nas telas.

Na literatura, Baudelaire, o poeta que inaugurou a modernidade, manteve uma correspondência com o compositor, escrevendo, em 1861, o livro "Richard Wagner e 'Tannhäuser' em Paris", sobre a estreia da ópera na capital francesa. Na ocasião, o autor foi uma das únicas pessoas na plateia que não vaiou a apresentação. Ao contrário, acreditava que a arte de Wagner tinha muito em comum com a sua poesia.

Apesar do gênio artístico, Wagner foi um canalha. Aplicava golpes, tinha casos com as mulheres dos amigos e era antissemita. Em 1950, publicou um panfleto intitulado "O Judaísmo na Música", em que acusava judeus de criarem música apenas pelo benefício comercial, imitando a arte estrangeira.

Não por acaso, era o compositor preferido de Hitler e ainda é lembrado pelos antissemitas dos tempos de guerra entre Israel e Hamas. Como pano de fundo, Wagner era um cultor da ideologia "völkisch", a cultura popular que acreditava numa Alemanha habitada por camponeses de sangue germânico. Tanto que os temas de suas óperas contam a história de lendas e mitos nórdicos.

Em tempos recentes, esse ufanismo se tornou o alicerce do Grupo Wagner, tropa paramilitar que atua no território ucraniano, defendendo os interesses russos, e cujo líder, Ievguêni Prigojin, morreu numa queda de avião em agosto. Sua ideologia tem inspiração neonazista. Ao contrário do que ocorre em outros setores da arte, onde imperam ondas de cancelamento, a comunidade operística separou o canalha do compositor.

Foi um processo. Em 1938, a música de Wagner foi banida de Israel. O tabu, que durou décadas, foi superado pela atuação de diferentes maestros. Nos anos 1980, Zubin Mehta foi vaiado ao anunciar que a Filarmônica de Israel interpretaria uma peça de Wagner. "Israel é uma democracia. Todo tipo de música deve ser executado", disse ele, na ocasião.

Mehta foi interrompido por um sobrevivente do Holocausto que subiu a manga de sua camisa e mostrou o número do campo de concentração tatuado no braço. Em 2001, Daniel Barenboim, que é judeu, regeu Wagner em um concerto. O maestro chegou a debater com algumas pessoas da plateia. A maioria aplaudiu a interpretação.

"Barenboim foi muito corajoso. Ele não desculpa Wagner pelo antissemtismo, mas sabe que a música tem a sua autonomia", diz Yara Caznok, estudiosa da obra do compositor. Para ela, a era romântica também ajudou a perpetuação da música de Wagner.

"Havia um mito no Romantismo em que, diante do gênio artístico, tudo se perdoa", ela afirma. Interpretado nas casas de ópera de todo o mundo, o autor de "O Navio Fantasma" se tornou, ele próprio, um espectro na cultura ocidental. Apregoando a pureza, compunha música impura, distante das explicações matemáticas. Sua música era imprevisível.

"Você não vai ouvir uma ópera de Wagner e sair assobiando a melodia para depois incluir na playlist do Spotify", afirma Caznok. "Sua música é um fluxo contínuo, em que você se perde em outro tempo e em outro espaço. Para ele, ópera é transformação."

O NAVIO FANTASMA

Quando 17 de novembro às 20h

Onde Theatro Municipal - pça. Ramos de Azevedo s/n, São Paulo

Autoria Richard Wagner

Elenco Carla Filipcic, Hernán Iturralde, Eiko Senda e Ewandro Stenzowski

Direção Roberto Minczuk e Pablo Maritano

Clássicos dos Clássicos

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Wagner – O Holandês Voador (ou O Navio Fantasma)

Wagner – O Holandês Voador (ou O Navio Fantasma)

Der Fliegender Hollaender , O Holandês Voador , ou O Navio Fantasma , como também é conhecida, é uma ópera em três atos de Richard Wagner .

Costa da Noruega, século XIX: uma tempestade desvia o navio do capitão Daland para muito longe de seu destino. Daland dá folga à sua tripulação e deixa apenas um jovem para tomar conta do navio, que adormece e sonha.

Uma escuna fantasma ancora ao lado do navio. Seu comandante desembarca e reflete desesperado sobre seu destino: de sete em sete anos, ele deve deixar a escuna e buscar uma esposa. Se ele lhe for fiel, ela o redimirá de sua peregrinação permanente. Caso contrário, estará condenado a navegar até o Dia do Juízo Final.

Daland descobre o navio fantasma e o estranho comandante, que se apresenta como “um holandês”, conta a ele sobre sua situação. O holandês oferece ouro e joias por uma noite de hospedagem e, ao saber que Daland tem uma filha, pede a mão dela em casamento. Feliz por ter encontrado um genro rico, Daland concorda e zarpa de volta para casa.

A abertura da ópera aborda os vários temas do enredo. A fúria da tempestade, o navio fantasma, a maldição de sua peregrinação permanente e o desespero do holandês.

Wagner – O Holandês Voador: Abertura | Georg Solti, regente (orquestra não informada)

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Cultura-Ípsilon

O navio de papel e o fantasma de wagner: ficção e a “arte da transição”.

Elogio ao poder da ficção ou da arte enquanto instrumento para mudar o mundo.

O Navio Fantasma

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o navio fantasma wagner

O Navio Fantasma, apresentado nesta segunda-feira no Centro Cultural de Belém em co-produção com o Teatro Nacional São Carlos, marca a estreia bem-sucedida do encenador Max Hoehn no universo wagneriano e o seu regresso a Lisboa, depois de em 2019 ter assistido Graham Vick na encenação de Alceste de Glück.

Em destaque

Edição impressa, 11 de janeiro de 2024.

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"Bora curtir", diz o maestro Roberto Minczuk, deixando a sua sala e se dirigindo ao pódio, minutos antes do ensaio geral. Minczuk sabe que Wagner não distinguia música e gozo. Desde o século 19, as massas se embriagam em melodias como a da "Abertura", de "O Navio Fantasma". Batuta em punho, o maestro indica a entrada dos metais.

O naipe inicia um dos momentos mais conhecidos da obra. Naqueles 11 minutos, Wagner costura todos os temas que serão desenvolvidos nas duas horas seguintes. É o resumo da ópera, em que o compositor prepara a plateia para o drama que se segue.

"O desafio é manter a intensidade musical, da primeira até a última nota, porque não há descanso em uma ópera de Wagner", afirma o maestro.

"O Navio Fantasma", que estreou em 1843 em Dresden, na Alemanha, rememora uma lenda do século 17, nos tempos das Grandes Navegações. O "Holandês Voador", como a ópera também é conhecida, era um navio sem capitão condenado a errar pelos mares, sem atracar em nenhum porto.

No libreto, o Holandês, interpretado por Hernán Iturralde e Rodrigo Esteves, jura dobrar o Cabo da Boa Esperança mesmo diante de uma tempestade.

Sabendo da blasfêmia, o Diabo condena o navegador a singrar pelos mares, atracando numa aldeia norueguesa, de sete em sete anos. Numa das paradas, ele encontra Daland, personagem de Luiz-Ottavio Faria, que promete ao Holandês a mão de sua filha, Senta, papel de Carla Filipcic e Eiko Senda. Mas o caçador Erik —Kristian Benedikt e Ewandro Stenzowski—, também quer se casar com a jovem.

Vejas momentos do Festival de Salzburgo de 2023

Em dado momento, o Holandês flagra Senta e Daland juntos e acredita ter se rompido o pacto de fidelidade que fizera com a sua noiva. Então, o marinheiro volta ao mar e se perde na noite. Avistando ao longe o amado, Senta se mata, para unir sua alma à dele.

"É um conto de terror", diz o argentino Pablo Maritano , o diretor da montagem. "Preparamos uma história gráfica, aproveitando as representações que os quadrinistas fazem do mar."

Para ambientar a tragédia, Maritano incorpora a estética da indústria de massa. A natureza, que compõe a paisagem do balneário, se faz abstrata em projeções em tules, dividindo o palco em planos. São formas geométricas em branco, cinza e preto que indefinem a subjetividade dos personagens.

O mar é exceção. Suas ondas não cessam de bater na rebentação. "Wagner vê o mar como o orgulho", diz Maritano. Como nas tragédias gregas, o sentimento estrutura o libreto. Primeiro, na blasfêmia do Holandês e, depois, no suicídio de Senta.

Além das HQs, emuladas no tracejado das projeções, a linguagem do cinema aparece em filmagens em tempo real. Os cantores interagem com câmeras que sobem e descem das varas cênicas.

Wagner compôs "O Navio Fantasma" quando tinha 26 anos e vivia triste, após ser rejeitado em teatros líricos e acumular dívidas. Durante uma viagem de navio com a mulher, teve a ideia de escrever a ópera que iniciaria sua chamada fase de transição, como define o crítico Lauro Machado Coelho no livro "A Ópera Alemã".

Conheça o Festival de Música em Aix-en-Provence

Nessa obra, Wagner prenuncia o uso do "leitmotiv", temas musicais associados à ação de cada personagem, que reaparecem no desenrolar da trama. Do mesmo modo, se antecipa o tema da redenção pelo amor, determinante para "Tristão e Isolda", de 1865. Sobretudo, Wagner introduz a noção de melodia infinita —a orquestra se torna a força motriz do que ele chamaria de drama lírico.

"O Navio Fantasma" é uma ópera de números, e neles o compositor opera suas transgressões. No Coro das Fiandeiras, no segundo ato, palavra e música formam um todo indivisível. O libreto reside na melodia e reafirma o novo papel a ser desempenhado pela orquestra.

Na "Balada de Senta", Wagner retoma o tema dos marinheiros, o que lembra a ambição totalizante da ópera e potencializa o instante musical.

"O Navio Fantasma" é um tour de force em relação a "Rienzi", de 1842, e um prenúncio dos quatro épicos do "Ciclo do Anel". Para a música, Wagner estabeleceu um novo padrão composicional, inaugurando, depois de sua morte, o wagnerismo. Mangold, Born e Weingartner, vultos agora desconhecidos, imitavam a arte do autor de "Parsifal".

A pintura simbolista se influenciou pelo cromatismo das composições de Wagner. As linhas melódicas estabelecem um fluxo contínuo, em que os temas retornam com novas cores. Do mesmo modo, o pincel de Moreau, autor de "A Esfinge Vencedora" e "Vozes da Noite", emendava uma cor à outra, encadeando os símbolos dispostos nas telas.

Na literatura, Baudelaire, o poeta que inaugurou a modernidade, manteve uma correspondência com o compositor, escrevendo, em 1861, o livro "Richard Wagner e 'Tannhäuser' em Paris", sobre a estreia da ópera na capital francesa. Na ocasião, o autor foi uma das únicas pessoas na plateia que não vaiou a apresentação. Ao contrário, acreditava que a arte de Wagner tinha muito em comum com a sua poesia.

Veja fotos da ópera 'O Cavaleiro da Rosa', de Richard Strauss, em cartaz no Municipal de SP

Apesar do gênio artístico, Wagner foi um canalha. Aplicava golpes, tinha casos com as mulheres dos amigos e era antissemita. Em 1850, publicou um panfleto intitulado "O Judaísmo na Música", em que acusava judeus de criarem música apenas pelo benefício comercial, imitando a arte estrangeira.

Não por acaso, era o compositor preferido de Hitler e ainda é lembrado pelos antissemitas dos tempos de guerra entre Israel e Hamas. Como pano de fundo, Wagner era um cultor da ideologia "völkisch", a cultura popular que acreditava numa Alemanha habitada por camponeses de sangue germânico. Tanto que os temas de suas óperas contam a história de lendas e mitos nórdicos.

Em tempos recentes, esse ufanismo se tornou o alicerce do Grupo Wagner, tropa paramilitar que atua no território ucraniano, defendendo os interesses russos, e cujo líder, Ievguêni Prigojin, morreu numa queda de avião em agosto. Sua ideologia tem inspiração neonazista. Ao contrário do que ocorre em outros setores da arte, onde imperam ondas de cancelamento, a comunidade operística separou o canalha do compositor.

Foi um processo. Na década de 1950, a música de Wagner foi banida de Israel. O tabu, que durou décadas, foi superado pela atuação de diferentes maestros. Nos anos 1980, Zubin Mehta foi vaiado ao anunciar que a Filarmônica de Israel interpretaria uma peça de Wagner. "Israel é uma democracia. Todo tipo de música deve ser executado", disse ele, na ocasião.

Este é Ievguêni Prigojin, líder do grupo mercenário Wagner

Mehta foi interrompido por um sobrevivente do Holocausto que subiu a manga de sua camisa e mostrou o número do campo de concentração tatuado no braço. Em 2001, Daniel Barenboim, que é judeu, regeu Wagner em um concerto. O maestro chegou a debater com algumas pessoas da plateia. A maioria aplaudiu a interpretação.

"Barenboim foi muito corajoso. Ele não desculpa Wagner pelo antissemtismo, mas sabe que a música tem a sua autonomia", diz Yara Caznok, estudiosa da obra do compositor. Para ela, a era romântica também ajudou a perpetuação da música de Wagner.

"Havia um mito no Romantismo em que, diante do gênio artístico, tudo se perdoa", ela afirma. Interpretado nas casas de ópera de todo o mundo, o autor de "O Navio Fantasma" se tornou, ele próprio, um espectro na cultura ocidental. Apregoando a pureza, compunha música impura, distante das explicações matemáticas. Sua música era imprevisível.

"Você não vai ouvir uma ópera de Wagner e sair assobiando a melodia para depois incluir na playlist do Spotify", afirma Caznok. "Sua música é um fluxo contínuo, em que você se perde em outro tempo e em outro espaço. Para ele, ópera é transformação."

O Navio Fantasma

  • Quando 17 de novembro às 20h
  • Onde Theatro Municipal - pça. Ramos de Azevedo s/n, São Paulo
  • Autoria Richard Wagner
  • Elenco Carla Filipcic, Hernán Iturralde, Eiko Senda e Ewandro Stenzowski
  • Direção Roberto Minczuk e Pablo Maritano

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‘O navio fantasma’, de Wagner, ganha montagem que vai do realismo ao fantástico

o navio fantasma wagner

Com uma concepção que vai do realismo à ficção fantástica, inspirada nas graphic novels e na Escandinávia do século XX, sobe ao palco do Theatro Municipal de São Paulo, no dia 17, uma nova produção da ópera O navio fantasma , de Wagner. A direção cênica é de Pablo Maritano e a direção musical, de Roberto Minczuk.

Serão dois elencos. Nos dias 17, 19, 22 e 25, cantam o barítono Hernán Iturralde, a soprano Carla Filipcic e o tenor Kristian Benedikt interpretando Erik; nos dias 18, 21 e 24, o espetáculo terá Rodrigo Esteves, Eiko Senda e Ewandro Stenzowski. Luiz-Ottavio Faria (Daland), Giovanni Tristacci (Timoneiro) e Regina Mesquita (Mary) cantam em todas as récitas. 

“A ópera estreou em Dresden, em 1843, e foi vista como divisor de águas na carreira do compositor. ‘Aqui começa minha carreira de poeta e meu adeus ao mero construtor de textos de ópera’, disse Wagner, que escreveu os libretos de todas suas criações para o palco”, escreve Irineu Franco Perpetuo sobre a ópera na edição de novembro da Revista CONCERTO (leia aqui ; acesso exclusivo para assinantes).

“Do ponto de vista estrutural, o compositor reivindicava estar ali o embrião da unidade dramática que o fez chamar suas óperas posteriores de ‘dramas musicais’. Wagner afirmou: ‘Lembro que, antes de começar a escrever O navio fantasma , esbocei a balada de Senta do segundo ato, compondo palavras e melodia. Nessa peça, plantei inconscientemente o germe temático da música da ópera inteira: era uma imagem em microcosmo do drama completo, como o via e, quando estava para dar um título para a obra concluída, senti-me tentado a chamá-la de ‘balada dramática’. Na composição final da música, a imagem temática que eu já tinha evocado instintivamente espalhou-se por todo o drama, como um tecido contínuo”, completa.

“A jornada do holandês marca o início da jornada wagneriana na criação operística", diz Maritano. “É também quando ele apresenta o tema do marginalizado, tanto no Holandês, cujo nome sequer sabemos, quanto em Senta, duas pessoas completamente incompreendidas", continua.

A montagem se passa em um tempo entre o período em que a obra foi composta e a atualidade, tendo como enfoque referências mais do século XX. Em contraste com a natureza fantástica da história, “os figurinos têm formas mais secas, utilizando muitas sobreposições de peças, que vão dar muito a ideia do inverno, remetendo ao lugar escandinavo de onde vem a lenda”.

Veja mais detalhes no Roteiro do Site CONCERTO

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Hernán Iturralde, Carla Filipcic e Kristian Benedikt [Divulgação]

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100 anos de Barbara Heliodora

Crítica: 'O navio fantasma' ressurge em São Paulo com grandes ideias que a câmera não mostra

Obra que dá início à personalidade operística de wagner ganha encenação de pablo maritano com ótimo elenco no theatro municipal.

18/11/2023 12h05 Atualizado 18/11/2023

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Cena de 'O navio fantasma', ópera de Richard Wagner em cartaz no Theatro Municipal de São Paulo

Foi com certo expressionismo alemão traduzido pela via das histórias em quadrinhos que o Theatro Municipal de São Paulo estreou, na última sexta-feira (17), a montagem que encerra sua temporada lírica: "O navio fantasma", obra de Richard Wagner . Criada em 1843, essa ópera (que não era vista em São Paulo desde 1984) já pressagia a habilidade do compositor no domínio dos leitmotive (temas condutores que reaparecem conforme a necessidade dramatúrgica) e sua especial predileção pelo tema do amor feminino como fator de redenção do homem amaldiçoado.

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Apresentada em duas horas e meia sem intervalos, conforme a tradição, a encenação foi atribuída em setembro ao argentino Pablo Maritano, em substituição ao previamente anunciado Caetano Vilela. É possível que o cronograma curto tenha trazido alguns problemas para a encenação, que se mostrou fiel à dramaturgia original e trouxe uma coleção de ótimas ideias, algumas delas atrapalhadas por uma concepção de enquadrar o "Navio" como uma graphic novel, aproximando os rostos com o uso de câmeras. Outras simplesmente não pareceram adequadamente dimensionadas para o palco do teatro.

Dessa forma, o primeiro ato, em que a embarcação norueguesa e o fantasmagórico holandês errante atracam em Sandwike, a representação do mar feita pelo designer de vídeo Matías Otálora pareceu pouco harmoniosa com a "caixa" cênica em que vemos Daland (o baixo Luiz-Ottavio Faria, em interpretação correta), o timoneiro (tenor Giovanni Tristacci, em ótimo encaixe no papel) e os marinheiros noruegueses. Os tons são permanentemente sombrios, evocando histórias em quadrinhos como "Sin City", de Frank Miller, enquanto Hernán Iturralde, o baixo-barítono que encarna o Holandês, canta "Der Frist ist um" (o prazo acabou) caracterizado como o Magneto dos X-Men, a bordo de uma cabeleira grisalha epicamente escovada pela visagista Malonna.

A soprano Argentina Carla Filipcic como Senta, na encenação de Pablo Maritano de 'O navio fantasma', de Wagner — Foto: Stig de Lavor/ Divulgação

Musicalmente muito consistente, Iturralde conseguiu transportar o público imediatamente para a história da maldição do Holandês, condenado a vagar pelos oceanos com uma tripulação fantasma, tendo direito de atracar a cada sete anos em busca de um amor que o livre de sua condição. Mostrando uma voz uniforme e beneficiado por uma orquestra do Municipal que jamais encobriu os cantores, o argentino (que se alterna com Rodrigo Esteves) dominou o papel e comprovou a excelente impressão que deixara como o barão Ochs de "O cavaleiro da rosa", de 2021. Porém, foi justamente em sua entrada que surgiu o recurso mais controverso da encenação.

Tanto o Holandês quanto Senta (a soprano argentina Carla Filipcic, dotada de ótimo controle de voz e interpretação em sua balada) cantam seus solos e duetos diante de uma câmera, que projeta os closes sobre uma tela onipresente na boca de cena, realçando o diálogo com a estética das HQ adultas. Em "Der Frist ist um", o delay entre imagem e som perturbou um pouco, sendo ajustado nos números subsequentes. Mesmo assim, ficou a sensação de que o dueto do Ato II teria mais encanto se, em vez de rostos em primeiro plano, a eloquência da noite estrelada da cenografia de Desirée Bastos (que também assina os figurinos) tivesse sido mais valorizada, ainda mais com a iluminação sensível de Aline Santini, que concedia belas distinções e camadas cinzentas ao preto e branco onipresente.

Se é verdade que a dramaturgia foi fiel às intenções do libreto de Wagner, é curioso como a ação de "O navio fantasma" se torna — nesse mesmo libreto — completamente centrada numa onisciência de Senta, que também será interpretada pela magistral japonesa Eiko Senda nesta temporada. Antes mesmo de saber que seu pai negociou seu casamento com o Holandês, ela já sabe da maldição e se oferece para o sacrifício, deixando surpresas suas amigas e a governanta Mary (a experiente mezzo Regina Elena Mesquita) e escanteando o caçador Erik, seu candidato a namorado. O tenor lituano Kristian Benedikt (que se alternará com o curitibano Ewandro Stenzowski) mostrou uma voz laminada, metálica e feroz, dando a Erik um pouco mais do que a monodimensão da teimosia. A rigor, é o caçador a única figura entre os protagonistas que parece em pleno domínio de suas faculdades mentais, inconformado com o enredo manicomial de um pai e uma filha que topam um casamento com um homem surgido do nada — ou melhor, de um barco em que tripulação fantasmagórica canta sem ser vista.

Esse coro e todos os outros foram entregues de maneira vibrante pelo Coro Lírico Municipal, preparado por Mário Zaccaro, numa obra regida com qualidade por Roberto Minczuk . Salvo alguns desacertos iniciais entre os metais, a Sinfônica do Municipal conteve o recorrente pendor para o bombástico e assumiu com brilho e eficiência seu papel narrativo, com destaque para o duo de corne-inglês e oboé no segundo ato. As cordas e os metais (posteriormente redimidos) mostraram expressividade nas descrições marítimas, fundamentais para o colorido de uma peça sombria, ainda imatura dentro do que Wagner viria a se tornar, mas de enorme poder encantatório.

"O navio fantasma"

Autor: Richard Wagner. Direção cênica: Pablo Maritano. Regência: Roberto Minczuk. Onde: Theatro Municipal de São Paulo. Quando: 18, 19, 21, 22, 24 e 25 de novembro. Cotação: bom

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Ópera Der Fliegende Holländer – O Navio Fantasma, de Richard Wagner

Theatro Municipal

17/11/2023 • 20h 18/11/2023 • 17h 19/11/2023 • 17h 21/11/2023 • 20h 22/11/2023 • 20h 24/11/2023 • 20h 25/11/2023 • 17h

[ Theatro Municipal – Sala de Espetáculos ]

Ambientada em uma aldeia pesqueira da Noruega, a ópera conta a história de um navegador holandês punido por Deus por blasfemar contra seu nome, perdendo-se de sua pátria para sempre, a menos que surja em sua vida uma mulher que lhe seja plenamente fiel. Ao atracar no porto, o holandês ancora sua nau ao lado da de Daland, outro navegador. O holandês oferece a enorme riqueza em ouro e jóias que carrega na embarcação para Daland em troca da mão de Senta, sua filha. Senta já conhecera previamente a história do “Holandês Voador”, mas é cortejada pelo caçador Erik, que fica enciumado toda vez que ela faz qualquer referência a ele, seja observando insistentemente seu retrato, seja cantando a Balada do Holandês – esta, uma das árias mais célebres da ópera. Daland apresenta o holandês a Senta e ela lhe jura eterna fidelidade, mas Erik ainda tenta persuadi-la a voltar para ele. A certa altura, o holandês encontra Erik abraçando Senta e julga que ela quebrou seu voto de fidelidade eterna, e parte novamente para o mar.

Der Fliegende Holländer – O Navio Fantasma Ópera com libreto e música de Richard Wagner

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL CORO LÍRICO MUNICIPAL

Roberto Minczuk, direção musical Pablo Maritano , direção cênica Mário Zaccaro , regente do Coro Lírico Municipal Desirée Bastos , cenografia e figurino Aline Santini , design de luz Matías Otálora , design de vídeo Malonna , visagismo Piero Schlochauer , assistente de direção

Dias 17, 19, 22 e 25 Hernán Iturralde , o Holandês Carla Filipcic , Senta Kristian Benedikt , Erik

Dias 18, 21 e 24 Rodrigo Esteves , o Holandês Eiko Senda , Senta Ewandro Stenzowski , Erik

Todas as datas Luiz-Ottavio Faria , Daland Giovanni Tristacci, Timoneiro Regina Elena Mesquita, Mary

Elenco de apoio Ana de David Daniela Porfirio Flavio Karpinscki Giballin Gilberto Leila Bass LUA Washington Lins

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Duração total aproximada 140 minutos (sem intervalo) Classificação indicativa Não recomendado para menores de 12 anos – Pode conter histórias com agressão física, insinuação de consumo de drogas e insinuação leve de sexo. Ingresso de R$ 12,00 a R$ 158,00  (inteira)

Para assistir a este espetáculo recomendamos seguir os protocolos estipulados em nosso Manual do Espectador ( acesse aqui ).

Programação sujeita a alteração.

A récita do dia 24/11 é patrocinada por

Logomarca Cescon Barrieu Advogados

As récitas dos dias 18, 19 e 25/11 são patrocinadas por

Logomarca do Bradesco na cor vermelho

  • ENTRAR SAIR

Imagem Blog

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‘o navio fantasma’, de richard wagner, ganha montagem no theatro municipal, a ópera, apresentada pela orquestra sinfônica municipal e pelo coro lírico municipal, estará em cartaz em são paulo entre os dias 17 e 25 deste mês.

rodrigo-esteves-navio-fantasma

O espetáculo Der Fliegende Holländer (O Navio Fantasma) , do alemão Richard Wagner (1813-1883), estará em cartaz no Theatro Municipal nos dias 17, 18, 19, 21, 22, 24 e 25.

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A história se passa na Noruega e narra a trajetória de um navegador holandês amaldiçoado e condenado a vagar pelo mar até encontrar uma mulher plenamente fiel.

Apresentada pela Orquestra Sinfônica Municipal e pelo Coro Lírico Municipal , com direção cênica do argentino Pablo Maritano e musical de Roberto Minczuk , a montagem tem toques de fantasia e linguagem inspirada nas graphic novels — histórias em quadrinhos mais elaboradas.

Hernán Iturralde, Carla Filipcic e Kristian Benedikt protagonizam a produção nos dias 17, 19, 22 e 25, e Rodrigo Esteves, Eiko Senda e Ewandro Stenzowski nas demais datas.

Em todas as récitas, Luiz-Ottavio Faria, Giovanni Tristacci e Regina Elena Mesquita integram o elenco. 12 anos. Theatro Municipal. Praça Ramos de Azevedo, s/nº, ☎ 3053-2090. ♿ Sex. (17), ter. (21), qua. (22) e sex. (24), 20h; Sáb. (18 e 25) e dom. (19), 17h. R$ 73,60 a R$ 181,70. theatromunicipal.org.br.

Publicado em VEJA São Paulo de 3 de novembro de 2023, edição nº 2866

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Richard Wagner’s Ghost Ship

  • Directed by Max Hoehn
  • Music Director Graeme Jenkins
  • Choir of the National Theater of São Carlos
  • Ricercare Choir
  • Portuguese Symphony Orchestra
  • COPRODUCTION Centro Cultural de Belém, OPART/Teatro Nacional de São Carlos

CCB . 24 and 26 April . Monday and Wednesday . 20:00 . Grand Auditorium

  • Scenography and light design Giuseppe di Iorio
  • Illustration and video Amber Cooper Davis
  • Rafaela Mapril costumes
  • The Dutchman Tómas Tómasson
  • Senta Gabriela Scherer
  • Erik Peter Wedd
  • Daland Peter Rose
  • Helmsman Marco Alves dos Santos
  • Maria Maria Luisa de Freitas
  • Choir of the National Theater of São Carlos (Maestro Giampaolo Vessella)
  • Ricercare Choir (Maestro Pedro Teixeira)
  • Portuguese Symphony Orchestra (Principal Conductor Antonio Pirolli)

The opera The Phantom Ship («Der fliegende Holländer» in the original title) premiered in 1843 under the musical direction of Richard Wagner. The libretto belongs to the realm of the fantastic: for having invoked the Devil, a Dutch sailor (by some identified as the Romantic Hero) was condemned to wander the seas eternally, commanding a ghost ship. He is granted, as an escape from the curse, the possibility of being able to come to Earth every seven years and find a woman who will be faithful to him until death. The redeemer will be the daughter of the sailor Daland, Senta, who will break the curse by throwing herself into the sea.

The work presented, for the first time, some constitutive elements of all future Wagnerian production and contains environments and characters impregnated with realism. Daland, a striking example, will be sung by the British singer Peter Rose. The opera O Navio Fantasma was presented at the Teatro Nacional de São Carlos on March 4, 1893, and already had notable Dutch interpreters there. The new production is signed by Max Hoehn, a young director who was part of Graham Vick’s artistic team in the production of Alceste in São Carlos, in 2019, and who will transport the epic character of Wagner’s music to a sustainable scenic design, in line with the challenges of our time.

O Navio Fantasma is a landmark in the life and work of Wagner, as not only is it here that the innovation of Wagnerian drama begins to manifest itself, both in the originality of its musical language and in the conception and elaboration of the libretto, but it is also in this opera that it appears for the first time. for the first time, the theme of redemption through love will be recurrent in the composer’s future work. Don’t miss the presentation of the opera by Eugénio Sena 45 minutes before the show.

Always confirm with the concert hall or promoter the conditions of access, confirmation of the date or time, tickets place of sale, price, and availability.

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Criasons Festival resumes programming in Lisbon

Conference by rui vieira nery, fidelio, by beethoven, café curto – new season starts in january, casino lisboa premieres comedy “things that happen”, one of brazil's greatest thinkers, mario sergio cortella, debuts in portugal, the black mamba announce capitol concert in may, related articles.

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Theatro Municipal de SP apresenta “O Navio Fantasma”

Em grande produção,  Der Fliegende Holländer ( O Holandês Errante – popularmente conhecida como O Navio Fantasma ), ópera em três atos com música e libreto de  Richard Wagner , recebe uma nova montagem no Theatro Municipal de São Paulo , em uma bela mistura entre o enredo (que vai do realismo à ficção fantástica) e a inspiração nas graphic novels e na Escandinávia do século XX (em sua concepção visual). No palco, a tecnologia multimídia das projeções ajudarão a contar a história do marinheiro amaldiçoado. Com direção cênica do argentino  Pablo Maritano , responsável pela montagem de Der Rosenkavalier no TMSP em 2022, a ópera terá direção musical de  Roberto Minczuk , com a Orquestra Sinfônica Municipal , o Coro Lírico Municipal (preparado por Mário Zaccaro ) e  Desirée Bastos  na cenografia e figurinos.

Com dois elencos, nos dias 17, 19, 22 e 25 de novembro as apresentações incluem os solistas Hernán Iturralde no papel do Holandês; Carla Filipcic como Senta; e Kristian Benedikt interpretando Erik. Já nos dias 18, 21 e 24, as récitas contarão com Rodrigo Esteves como o Holandês; Eiko Senda na parte de Senta; e Ewandro Stenzowski como Erik. Em todas as datas, Luiz-Ottavio Faria será o intérprete de Daland; Giovanni Tristacci fará a parte do Timoneiro; e Regina Mesquita interpretará Mary. A apresentação tem uma duração total aproximada de 140 minutos, sem intervalo. Os ingressos variam de R$ 12 a R$ 158 (inteira).

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A ópera  O Navio Fantasma  se passa em uma aldeia pesqueira na Noruega, e conta a história de um navegador holandês que é amaldiçoado por blasfemar contra Deus: ele é condenado a vagar pelo mar eternamente, a menos que encontre uma mulher que lhe dedique o amor eterno. Ao chegar a um porto, o holandês oferece uma fortuna em ouro e joias a Daland, outro navegador, em troca da mão de sua filha, Senta. A garota já conhecia a lenda do marinheiro amaldiçoado, mas é cortejada por Erik, um caçador, que fica enciumado toda vez que ela faz referência ao holandês, seja admirando seu retrato ou cantando a famosa Balada do Holandês .

Em sua autobiografia, Mein Leben ( Minha Vida ), lançada em 1839, Wagner conta que, pela Noruega em uma viagem de navio com sua esposa, a atriz Wilhelmina Planner, motivada por uma fuga do compositor por conta de um grande acúmulo de dívidas, ambos enfrentaram uma tempestade a bordo, remetendo o alemão à lenda do navegador amaldiçoado. Anos depois, ele admitiu que conheceu essa história através da versão do poeta alemão Heinrich Heine. De toda maneira, O Navio Fantasma foi para Wagner uma obra divisora de águas em sua carreira. “A partir de agora se inicia minha carreira como poeta, dou adeus à mera posição de construtor de textos para ópera” , escreveu no texto Eine Mitteilung an meine Freunde ( Uma mensagem para meus amigos ), em 1851.

É entendendo a importância desta ópera para o compositor, e para a música ocidental como um todo, que Pablo Maritano, diretor cênico, explica o mote da produção: “Foi, como disse Ernst Bloch, com o ‘Fliegende Holländer’ que ‘Wagner se descobriu a si mesmo’. A jornada do holandês marca o início da jornada wagneriana na criação operística” , pontua.

Essa nova fase do compositor é expressa em certas inovações: ele utiliza o recurso do leitmotiv , temas musicais fragmentados, que transportam a narrativa dramática com a sua carga identitária. Às vezes são personagens, às vezes são ideias, às vezes objetos. Por outro lado, temos o mar, que, embora não tenha motivo musical, é o enquadramento de toda a obra, permeando-a com a sua hostilidade ameaçadora.

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“É também a apresentação do tema do marginalizado: tanto o Holandês, cujo nome sequer sabemos, quanto Senta são duas pessoas completamente incompreendidas” , explica Maritano. Pessoas que vão viver as suas dificuldades até encontrarem a redenção em uma causa extremamente nobre: o amor.

Para Desirée Bastos, figurinista e cenógrafa, a produção terá um tom que contrasta a dureza e realismo do mundo comum com o tom “sobrenatural” do holandês. “A ideia da realidade fantástica se inicia com a chegada do holandês. Ele é o elemento que vai trazer essa magia para o espaço. A ideia de trabalhar com figurino mais realista é que, quando testemunham a chegada desse holandês, acontece um contraste, e no palco todo o universo das projeções (que vão ter inspiração no universo das graphic novels)” , explica.

Dessa forma, a concepção da nova montagem optou por se ancorar em um tempo intermediário entre o período em que a obra foi composta e os nossos dias, tendo como enfoque referências do século XX. Em contraste com a natureza fantástica da história, os figurinos têm formas mais secas, utilizando muitas sobreposições de peças, que darão a ideia do inverno, remetendo ao lugar de onde vem a lenda.

Segundo Andrea Saturnino , diretora do Theatro Municipal de São Paulo, o encerramento da temporada representa a conclusão grandiosa de mais um ano de exitosa temporada lírica. “Foi um ano marcado pela diversidade, tivemos uma ópera brasileira inédita, quatro das oito produções de óperas foram dirigidas por mulheres, incluindo as óperas ‘Fora da Caixa’ e ainda fizemos uma versão histórica de ‘O Guarani’ com concepção do Ailton Krenak” , relembra.

Foi na temporada de 1957 que o público de São Paulo viu pela primeira vez O Navio Fantasma . A ópera estreou no TMSP em 17 de agosto daquele ano, com a Companhia de Ópera Alemã, Orquestra Sinfônica Municipal e Coros Municipais, sob a regência do maestro Alexander Krannhals. De lá para cá, houve somente outras duas montagens, em 1977 e 1984.

“Optamos por encerrar com um clássico adorado. Wagner é um músico que faz parte do Theatro Municipal de São Paulo desde sua arquitetura: aqueles que sobem as escadarias para a Sala de Espetáculos podem ver dois painéis representando cenas da mitologia nórdica que fazem alusão às óperas do compositor alemão” , finaliza a diretora. Entre novas obras e montagens de trabalhos essenciais, o Municipal dá continuidade ao seu objetivo de trazer a música operística para um dos principais palcos do Brasil, uma oportunidade única de rever ou até mesmo conhecer um clássico em sua melhor forma.

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–**–

Der Fliegende Holländer ( O Holandês Errante / O Navio Fantasma ) Ópera em três atos

Música e libreto: Richard Wagner

Theatro Municipal de São Paulo

Récitas: 17 (sexta), 21 (terça), 22 (quarta) e 23 (sexta) de novembro, às 20h 18 (sábado), 19 (domingo) e 25 (sábado) de novembro, às 17h

Ficha Técnica: Orquestra Sinfônica Municipal Coro Lírico Municipal

Direção musical e regência: Roberto Minczuk Regência do coro: Mário Zaccaro Concepção e direção cênica: Pablo Maritano Cenografia e figurinos: Desirée Bastos Iluminação: Aline Santini

Dias 17, 19, 22 e 25 Holandês: Hernán Iturralde, baixo-barítono Senta: Carla Filipcic, soprano Erik: Kristian Benedikt, tenor

Dias 18, 21 e 24 Holandês: Rodrigo Esteves, barítono Senta: Eiko Senda, soprano Erik: Ewandro Stenzowski, tenor

Todas as récitas Daland: Luiz-Ottavio Faria, baixo Timoneiro: Giovanni Tristacci, tenor Mary: Regina Mesquita, mezzosoprano

Duração total:  140 minutos (sem intervalo) Classificação indicativa:  não recomendado para menores de 12 anos (pode conter histórias com agressão física, insinuação de consumo de drogas e insinuação leve de sexo) Ingressos:  de R$ 12,00 a R$ 158,00 (inteira)

Foto principal: Stig de Lavor.

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Notas dos editores.

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    Após longos oito anos, Richard Wagner retorna, finalmente, ao palco do Theatro Municipal de São Paulo com aquele que pode ser considerado seu primeiro drama: Der Fliegende Holländer (O Navio Fantasma).A obra, que encerra a temporada lírica 2023 do TMSP, havia sido apresentada na casa pela última vez em 1984, há quase quarenta anos.

  18. Richard Wagner's Ghost Ship

    Richard Wagner's Ghost Ship. Directed by Max Hoehn; Music Director Graeme Jenkins; Choir of the National Theater of São Carlos; Ricercare Choir; ... O Navio Fantasma is a landmark in the life and work of Wagner, as not only is it here that the innovation of Wagnerian drama begins to manifest itself, both in the originality of its musical ...

  19. 22 de janeiro de 1853

    Richard Wagner revoluciona a ópera ao estrear o "Navio Fantasma" em Dresden, em 22 de janeiro de 1843. Inspirado numa obra do poeta Heinrich Heine, esse dram...

  20. Theatro Municipal de SP apresenta "O Navio Fantasma"

    A ópera O Navio Fantasma se passa em uma aldeia pesqueira na Noruega, e conta a história de um navegador holandês que é amaldiçoado por blasfemar contra Deus: ele é condenado a vagar pelo mar eternamente, a menos que encontre uma mulher que lhe dedique o amor eterno.

  21. O Navio Fantasma de Richard Wagner

    A ópera O Navio Fantasma («Der fliegende Holländer» no título original) estreou em 1843 sob a direção musical de Richard Wagner. O libreto é do domínio do fantástico: por ter invocado o Demónio, um marinheiro holandês (por alguns identificado como o Herói Romântico) foi condenado a errar eternamente pelos mares, comandando um navio fantasma. É-lhe concedida, como escape à ...

  22. #Ópera Der Fliegende Holländer

    A ópera Der Fliegende Holländer - O Navio Fantasma, de Richard Wagner, chegou ao Theatro Municipal de São Paulo!🎼 Com direção cênica de Pablo Maritano e dir...

  23. Richard Wagner

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